Meu Amarcord
ou Amigos retrospectiva.
Amigos, dividimos o bem maior que é dado aos mortais: a adolescência, um estado intermediário entre a felicidade e a responsabilidade. O divertimento como preocupação maior Futebol na rua. -"Olha o carro!" Vinho barato, algumas brigas, primeiras mulheres primeiros porres e rock. Chega uma hora que é hora de agradecer por este tempo. De agradecer a tanta gente, por tanta coisa. Ao Artur pela calma, hospitalidade e paciência ao Garça pelos discos que roubei e pela companhia dominical no 557 lembras? o Cau, não sei bem porquê, meio Judas, mas amigo e amado. Ao Porfírio pelo mau gosto e alegria. Ao Marcelinho, que perguntava: "Quando a gente crescer será que a gente vai se ver?" e eu o vejo todo dia após o meio-dia. Ao Pião que um dia já soube jogar futebol. As meninas, amigas e namoradas, algumas que ficaram pro Caritó, outras que casaram e não deixaram o endereço. Aos velhos que curiosamente ficaram menos velhos agora que eu também envelheci. Ao avô que me adotou e que aceitei com orgulho ser o neto postiço. Obrigado pela amizade, pelas viagens Brasil afora seguindo a bola. Ao Estação Botafogo contribuindo para meu pseudointelectualismo adolescente. A Fluminense FM, que sinto a falta até hoje quando ligo o rádio. Faço minha homenagem "póstuma": Não sintonizo os 94.9 no dial do FM. Jamais. Ao Urgência, (André, Carlos e Adam), a mais cult de todas as bandas de rock, pelos ensaios barulhentos na casa 434 da Khalil Gibran. E aos amigos que não considerei, mais por preguiça que por falta de importância, um abraço com carinho.
|
|